48-Mai/04
 
 


Após termos comentado sobre os regimes de bens no casamento, este mês o Atuar continua a série sobre o novo Código Civil Brasileiro com um assunto muito conhecido: sucessão de bens no caso de falecimento.

Os bens adquiridos durante a vida sempre são motivo de interesse e preocupação por parte de seus proprietários, seja para sua manutenção, seja para sua transmissão aos seus herdeiros e sucessores.

A transmissão dos bens aos herdeiros de um falecido é feita mediante um processo judicial chamado inventário. Os bens descritos num inventário são o espólio.

Quando o inventário é finalizado, o juiz manda expedir o formal de partilha, que tem força de escritura, em que estará determinada a divisão destes bens entre os herdeiros. O formal de partilha deverá ser levado aos cartórios de registro de imóveis onde os bens estiverem inscritos, para o seu registro em nome dos herdeiros.

Por se tratar de um processo demorado, muitas vezes os pais doam seus bens em vida aos seus filhos, como forma de antecipação da herança.

Ocorre que com o Novo Código Civil, a doação da totalidade dos bens somente será admitida desde que o doador reserve para si o usufruto dos bens doados, porque é intenção da lei preservar bens suficientes à sua subsistência.

Para agilizar o andamento, o inventário pode ser feito em forma de arrolamento — um procedimento judicial simplificado, possível somente se os herdeiros forem maiores de 18 anos, capazes e concordarem com a partilha.

Todavia, qualquer transmissão de bens imóveis está sujeita a impostos e despesas de cartório e de registros, que sempre implicam em custos muitas vezes altos.

 


A partir desta edição o Atuar contará a história do aparecimento dos programas auto-replicáveis, mais conhecidos como vírus. Como qualquer outra área da Ciência da Computação, os vírus têm apresentado uma grande evolução nos últimos anos.

Foi em 1949 que o matemático John Von Neumann descreveu o primeiro programa de auto-replicação que se assemelhava aos vírus conhecidos atualmente. Porém, somente nos anos 60 surgiriam os primeiros antecessores dos atuais. Naquela década, um grupo de programadores desenvolveu um jogo chamado Core Wars, que era capaz de se reproduzir toda vez que era executado, sobrecarregando, assim, a memória do equipamento de outro jogador. Nesta mesma época, os criadores deste jogo foram responsáveis também pela criação do primeiro antivírus — um aplicativo chamado Reeper, capaz de destruir cópias criadas pelo Core Wars.

No entanto, só em 1983 um destes programadores anunciou a existência do programa, em um artigo publicado em uma revista científica. Assim, este pode ser considerado o ponto onde passamos a conhecer o que chamamos hoje de vírus de computador.

Nesta época, o sistema operacional MS-DOS começava a ser utilizado em diversas partes do mundo. Este era um sistema com grandes perspectivas, mas com muitas deficiências que foram levantadas nos desenvolvimentos de software e na falta de muitos elementos de hardware conhecidos hoje.

Assim, este novo sistema operacional transformou-se em alvo de um vírus em 1986, o Brain, um código malicioso criado no Paquistão que infectava setores de boot de discos de modo que estes não pudessem ser acessados. Nesse mesmo ano, surgiu também o primeiro trojan (um programa que se camufla em outro programa inofensivo): uma aplicação chamada PC-Write.

Logo após, os programadores de vírus descobririam que arquivos infectados poderiam causar muito mais danos aos sistemas. Em 1987, surge, então, o vírus Suriv-02, que infectava arquivos com extensão .COM e abriria a porta para ação do vírus Jerusalem ou Friday 13th (sexta-feira 13, em inglês). Entretanto, o pior ainda estava por vir. O ano de 1988 marca a data do aparecimento do Morris worm, que afetaria 6 mil computadores.

Os tipos de vírus mais conhecidos atualmente começaram a ser desenvolvidos entre 1988 e 1995. Surgem os primeiros vírus de macro, vírus polimórficos etc. Algumas destas pragas acabaram virando epidemia.

No entanto, houve um evento que mudaria o cenário mundial da ação dos vírus: o uso maciço de Internet e e-mail. Pouco a pouco, os vírus começariam a se adaptar a esta nova situação até o surgimento, em 1999, do Melissa, o primeiro código malicioso a causar uma epidemia mundial, abrindo uma nova era para os vírus de computador. Na próxima edição, daremos continuidade à história dos vírus. Aguarde!

Caso você tenha alguma dúvida, crítica ou sugestão sobre outras questões de informática, mande um e-mail para infodicas@copebras.com.br

Fonte: Mcafee / Panda / Módulo